quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Kim Kyung Soo

Vogue Korea October 2007
Photographed by Kim Kyung Soo






terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Walter Martin and Paloma Muñoz


http://www.martin-munoz.com/

Inside of the ear


Under Byen - Plantage

Amanita Design (creator of Samorost).
The absolutely beautiful music video they created for Under Byen - "Plantage".

Paul Kozal


In a landscape of having to repeat


In a landscape of having to repeat

In a landscape of having to repeat.
Noticing that she does, that he does and so on.
The underlying cause is as absent as rain.
Yet one remembers rain even in its absence and an attendant quiet.
If illusion descends or the very word you’ve been looking for.
He remembers looking at the photograph,
Green and gray squares, undefined.
How perfectly ordinary someone says looking at the same thing or
I’d like to get to the bottom of that one.
When it is raining it is raining all the time and then it isn’tand when she looked at him, as he remembers it, the landscape moved
closer
than ever and she did and now he ban hardly remember what it was like.
Martha Ronk

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Chinese Photography









Jesse

I like...
(The style of Terrence Malick’s)
The Stentorian Narration
The Impressionist Landscapes
The Performance from Affleck’s
And the Music of Nick Cave

Four stars (when to leave a director's cut, i give another star:)
http://jessejamesmovie.warnerbros.com/

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Smoke, or not...


Branching




(found via sevensixfive)

30 de Maio

30 de Maio



“ (…) Fui hoje testemunha de uma cena, que, bem descrita, daria o mais belo idílio do mundo.
(…) Se, após este exórdio, esperas alguma descrição grandiosa e sublime, vais sofrer uma desilusão. Foi simplesmente um camponês que despertou em mim esta emoção.
(…) Estavam reunidas algumas pessoas debaixo das tílias, a tomar o café; como, porém, não fossem muito do meu agrado, procurei um pretexto e deixei-me ficar para trás.
Vi então sair de uma casa próxima um camponês, ainda novo, que foi fazer qualquer reparação na charrua que eu tinha desenhado. Agradou-me o seu aspecto, e aproximando-me dirigi-lhe perguntas sobre o seu modo de vida. Dentro em pouco já entre nós havia uma certa intimidade, como me acontece frequentes vezes quando falo com esta boa gente.
Contou que estava ao serviço duma viúva, por quem era tratado com extrema bondade.
Mas com tanto entusiasmo me falou dela, tecendo-lhe tão grandes elogios, que compreendi rapidamente que ele lhe era dedicado de corpo e alma.
-- Já não é nova – acrescentou ele – e, como foi muito infeliz com o marido, que a tratava muito mal, não quer tornar a casar-se.
Toda aquela narrativa mostrava tão claramente quanto a seus olhos ela era bela e sedutora, quanto desejava que ela o acolhesse para lhe fazer esquecer os agravos do marido, com tanta paixão o disse que seria preciso repeti-lo palavra por palavra para poderes compreender a dedicação, o amor e o entusiasmo daquele homem. Seria preciso possuir o talento do maior poeta para reproduzir a expressão daqueles gestos, a energia daquele olhar vago e rude e a animação daquele semblante. Não. As minhas palavras só imperfeitamente te descreveriam a ternura que lhe brilhava nos olhos; tudo o que eu dissesse seria vago e descolorido. Impressionou-me em especial o receio que ele deixou transparecer de que eu concebesse quaisquer desconfianças sobre o bom procedimento do seu ídolo, ou que a suspeitasse capaz de esquecer o que devia à própria dignidade.Aquela linguagem abalou-me profundamente o coração. Nunca na vida encontrei tanto ardor aliada a tanta pureza. Digo-o sinceramente; nunca tinha imaginado, ou sequer sonhado essa pureza. Não me ralhes se à recordação desta inocência e sinceridade sinto no interior um fogo abrasador que me persegue para onde quer que vá, e me inflama, me consome e enfraquece. Quero ver essa mulher… mas não… pensando melhor, devo evitá-la e vê-la apenas pelos olhos do seu adorador. Talvez aos meus olhos ela não parecesse tão bela como é neste momento. Para quê, pois, prejudicar o meu ideal?”

WERTHER

Goethe

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

voyeur
































































CREDO

CREDO

My, friend from Asia has powers and magic, he plucks a blue leaf from the young blue-gum
And gazing upon it gathering and quietingThe God in his mind, creates an ocean more real than the ocean, the salt, the actual
Appalling presence, the power of the waters.
He believes that nothing is real except as we make it. I humbler have found in my blood
Bred west of Caucasus a harder mysticism.
Multitude stands in my mind but I think that the ocean in the bone vault is only
The bone vault’s ocean: out there is the ocean’s;

The water is the water, the cliff is the rock, come shocks and flashes of reality. The mind
Passes, the eye closes, the spirit is a passage;
The beauty of things was born before eyes and sufficient to itself, the heart-breaking beauty
Will remain when there is no heart to break for it.

by Robinson Jeffers


Have a look at Markham Johnson's River Mouths project.

26 de Maio

26 de Maio

“ (…) Só ela (a Natureza) tem tesouros inexauríveis, só ela pode criar os grandes artistas. Muito se pode dizer em favor das regras, como também em louvor das leis da sociedade. Assim o homem que se conduza segundo as regras nunca produzirá um trabalho ridículo ou mau, do mesmo modo, aquele que obedeça às leis e às convenções sociais não será nunca um vizinho insuportável nem um emérito malfeitor. Mas também, diga-se o que se disser, as regras atrofiam o verdadeiro sentimento e a pura expressão da natureza.
- Exageras – dirás tu.
- Não, não digo coisa alguma de mais. As regras só cortam os ramos supérfluos, fixando limites razoáveis ou convenientes... no teu modo de ver. Meu caro amigo, queres que te apresente um exemplo? Acontece com elas o mesmo que com o amor. Um rapaz apaixona-se por uma rapariga, junto da qual passa todo o dia, consumindo a vida na contemplação daquela a quem as forças, todas as faculdades, para lhe provar que é inteiramente dela. Chega um simples burguês, com experiência da vida, e no gozo da consideração pública, e diz a esse jovem:
- Meu caro senhor, amar é humano, certamente, mas é necessário amar como ama um homem. Divida o tempo, dedique uma parte dele ao trabalho e dê à sua amada somente as horas que lhe sobrarem oara recreio. Calcule bem as suas despesas e os seus bens e, se alguma coisa lhe sobrar, não o proíbo de lhe oferecer algum presente, contando que não o faça frequentemente; por exemplo: no dia dos anos dela, ou no do seu nome e pouco mais.
Se esse rapaz seguir o conselho, poderá vir a ser um grande homem, e eu próprio não hesitaria em pedir a qualquer príncipe que lhe confiasse uma pasta de ministro. Mas o amor é que desaparecerá nele e, se for artista, nunca mais poderá provar que tem talento.
Oh! Meus caros amigos! Porque será que o rio do génio transborda tão raras vezes? Porque também tão raras vezes se ergue em ondas impetuosas para lhes abalar as almas timoratas? É porque nas suas duas margens foram instalar-se os homens sensatos e moderados, cujas casinhas, hortas e canteiros de túlipas poderiam ser inundados e portanto, evitam o perigo opondo diques à torrente e cavando canais para desviarem o curso.»

WERTHER
Goethe

my first day of the year, and i liked ...

A Theatre without Thatre

TEMPORARY EXHIBITION - Level 2

Juan Muñoz "The Nature of Visual Illusion", 1994

Oskar Schlemmer - Balé Triádico

René Clair (1898-1981) Entracte
http://www.ubu.com/film/clair_entracte.html

AUTONOMY - Level 1