quarta-feira, 3 de março de 2010

no ouvido

Quando sai do cinema, depois de ver o “Antichrist” a ansiedade e a vontade louca para adquirir esta versão "Lascia ch’io piang" apoderou-se de mim da mesma forma que me encantou o trabalho do Lars. É com ela que abre e fecha o filme num modo de prólogo e epílogo é sem dúvida uma das mais belas árias de Handel para mim (que já conhecia também duma outra versão feita para um outro grande filme "Farinelli").

Esta Ária pertence a ópera Rinaldo (estreada no King’s Theater de Haymarket de Londres en 1711). Aquí na versão de Tuva Semmingsen com a Barokksolistene, gravada na cidade Kastelskirken de Copenhagen para a banda sonora do filme “Antichrist” (2009) de Lars Von Trier.

terça-feira, 2 de março de 2010

Tim Simmons


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Tim Simmons é um fotógrafo que nasceu em 1955, vive e trabalha em Londres e Nortfolk. Tem um domínio da iluminação notável em ambientes muito especiais. Escolhi uma selecção das suas series dedicadas á neve ( página ) tem mais series todas, muito interessantes.

Ewelina Ferruso

yin and yang

golden weeds

peace in the garden
by:

segunda-feira, 1 de março de 2010

Maiorca


Uma peça cheia de puzzles corporais com o soberbo Pedro Burmester ao vivo a interpretar Frédéric Chopin .
Assim foi Maiorca, de Paulo Ribeiro, Sábado no São Luiz.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010




The Album Leaf

Depois de uma primeira parte ao serviço dos Sigur Ros em 2003, a banda de post-rock deu ontem um concerto no Santiago Alquimista. Foi um concerto bastante agradável com música para sonhar com o novíssimo álbum, “A Chorus of Storytellers”. (não posso deixar de dizer o quanto fiquei contente com o belo poster da tournée, que me acompanhou para casa :).

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010


Único amor, ya tan mío
que va sazonando el Tiempo
¡qué bien nos sabe la ausencia
cuando nos estorba el cuerpo!
Mis manos te han olvidado
pero mis ojos te vieron
y cuando es amargo el mundo
para mirarte los cierro.
No quiero encontrarte nunca,
que estás conmigo y no quiero
que despedace tu vida
lo que fabrica mi sueño.
Como un día me la diste
viva tu imagen poseo,
que a diario lavan mis ojos
con lágrimas tu recuerdo.
Otro se fue, que no tú,
amor que clama el silencio
si mis brazos y tu boca
con las palabras partieron.
Otro es éste, que no yo,
mudo, conforme y eterno
como este amor, ya tan mío
que irá conmigo muriendo.
Salvador Novo

Eugène Pluchart: 'Sleeping', 1840s

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Do Sonho

O dia acordou.
Levantou-se na ponta dos pés
e viu o mundo
ainda deitado com os sonhos
e encantações da noite.

Subiu aos montes,
deslizou pelas colinas
e escorreu para a cidade
apressado.

Apagou os candeeiros das ruas
esganou
sombras escondidas nos pátios e nas esquinas,
e depois de repartir pelos humanos
angústias e problemas
encarregou-os de o levar até ao fim.

Depois deu pela minha ausência
(estava ainda no meio do sonho
a negociar uma felicidade),
abriu a minha janela fechada
e com todo o seu peso caiu sobre mim
interrompendo as negociações.

Kiki Dimoulá (n. 1931), Grécia
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