Apesar de sentir a falta destes três senhores; Patrick Watson, Fontella Bass e Lou Rhodes, foi bastante agradável ouvir os temas antigos da banda. Duas estrelas brilharam para mim:
(O homen do sax; parece que, quanto mais cerveja bebia, melhor soava aquele clarinete : )
(ficou para o fim o melhor momento desta senhora; quando se descalçou! devia-o ter feito logo no inicio :)
Por ultimo: É sempre bom ver a Aula Magna a rebentar pelas costuras.
“Here’s what I think, Mr. Wind-Up Bird,” said May Kasahara. “Everybody’s born with some different thing at the core of their existence. And that thing, whatever it is, becomes like a heat source that runs each person from the inside. I have one too, of course. Like everybody else. But sometimes it gets out of hand. It swells or shrinks inside me, and it shakes me up. What I’d really like to do is find a way to communicate that feeling to another person. But I can’t seem to do it. They just don’t get it. Of course, the problem could be that I’m not explaining it very well, but I think it’s because they’re not listening very well. They pretend to be listening, but they’re not, really. So I get worked up sometimes, and I do some crazy things.” Haruki Murakami
O meu 1º dia de primavera começou com “Esta noite improvisa-se” e não começou mal!
A destacar dois fantásticos momentos; -O aparato cénico, a recriar uma procissão siciliana onde o belíssimo trabalho musical da actriz a cantar Verdi. - E o monólogo de 15 minutos de uma actriz em palco Mommina (Sílvia Filipe) a descrever às filhas o que é o teatro, a explicar-lhes a magia que está para lá daquele pano vermelho de veludo, um possível apelo à vida, acabando por morrer quando já não há mais por dizer: . MOMMINAVou agora mostrar-vos, o teatro! Primeiro vou dizer-vos como é. Uma sala, uma sala grande, com muitas filas de camarotes em redor, cinco, seis filas cheias de lindas senhoras elegantes, com plumas, jóias, leques, flores; e senhores de fraque com pérolas no plastron e gravata branca; e muita gente, muita, nas poltronas vermelhas da plateia; um mar de cabeças; e luzes, luzes por todo o lado; um lustre no meio que parece cair do céu e que parece ser todo de diamantes; uma luz que encandeia, que inebria como não podem imaginar; e um rumor, um movimento; as senhoras a conversar com os cavalheiros, a cumprimentarem-se de camarote para camarote, uns sentados na plateia, outros a olhar pelo binóculo... aquele de madrepérola que eu vos dei para verem os campos... aquele... levava-o eu, levava-o a vossa mamã quando ia ao teatro, e olhava ela também, naquele tempo... De repente as luzes apagam-se. Ficam acesas apenas as luzinhas verdes da orquestra que está na frente da plateia por baixo do pano de boca; os músicos já lá estão, tantos, tantos, a afinar os instrumentos; e o pano de boca é uma cortina mas grande e pesada, de veludo vermelho e franjas de ouro, uma magnificência; quando se abre... o maestro já entrou com a batuta para dirigir os músicos... começa a ópera: vê-se o palco que é uma floresta, ou uma praça, ou um palácio; e a tia Totina entra para cantar com os outros enquanto toca a orquestra... É isto o teatro... Mas antes, antes era eu quem tinha a voz mais bonita... . Um texto difícil que poderia ser uma grande chatice - já o vi assim aqui e ali, mas que nesta encenação tem uma força e uma boa disposição contagiantes. Nota-se que os actores se divertem. Isso salta para fora do palco e é tão bom. Até um falso intervalo tem... . A ver no: Teatro Nacional D. Maria II . (gracias Pepito pela improvisação)
sexta-feira, 20 de março de 2009
este blog, está quase, quase, de malas aviadas para outro lugar !