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sábado, 28 de janeiro de 2017

terça-feira, 31 de maio de 2016

My New Spot

..com as minhas novas leituras ..

"Quando agora me movo, graciosamente, espero, em direcção da porta marcada Saída, ocorre-me que a única coisa que eu gostava de fazer era ir ao cinema. É claro que o sexo e a arte sempre tiveram precedência sobre  cinema , mas nunca nenhum deles se mostrou tão digno de confiança como a filtragem da luz presente através daquela película de celulóide, que projecta imagens e vozes do passado num ecrã, mostrando assim a história por um processo aparentemente simples."

sexta-feira, 26 de março de 2010

(...)
Mas saibam que todo o homem
Mata o que é por si amado;
Há quem gentilmente o faça,
Quem o faça despeitado,
O fraco mata com um beijo,
O forte mata com a espada!
(...)
Oscar Wilde.

PARSIFAL ESCREVE À SUA AMIGA


No meu íntimo sou ainda muito novo, escrevia Parsifal à sua amiga, e por isso descuro muitas coisas, leio todos os livros e dedico a minha atenção, de passagem, à generalidade das pessoas, sejam elas quem forem. Acontece comigo o que acontece com todas as outras pessoas: preferimos ocupar-nos com os outros do que com nós próprios, preocupamo-nos com eles, porque notamos os seus defeitos. Os meus são notados pelos outros mais do que por mim próprio e eu sou citado nas conversas deles tal como eles são tema das minhas conversas. Nunca me passou pela cabeça pensar mal de mim próprio. A convicção de que tenho algum valor nunca me abandona. Tu e outros como tu, no entanto, bem gostariam de me intimidar, mas como hei-de eu enganar-me a mim próprio só para vos agradar? Para isso teria de ser desonesto. Só de pensar nos teus encantos, comecei a dançar e caí ao chão; dei entrada no hospital e, em vez de te mandar dizer o que me sucedera, como seria devido, deixei-me embalar pela ilusão de que estava sempre junto a ti. Tu estavas sempre à minha beira e a olhar para mim. Talvez seja verdade que o amor é o próprio inimigo do amor. Foi unicamente por lealdade que fui desleal para contigo e agi de modo bem feio unicamente para poder desfrutar da beleza. Depois, quando caí em mim, já não tive coragem para ir ter contigo, andei a vaguear por aí, o meu espírito e a minha alma para sempre intimamente dependentes de ti e, portanto, tranquilos para sempre. Olha, amiga minha, a verdade é esta: não me aprouve ir ter contigo, porque tu me tinhas já feito demasiado feliz e poderias, talvez, tirar-me aquilo que já era meu. Para falar francamente, eu já tinha de ti o suficiente, ou seja, estava já tão possuído por ti que não carecia mais da tua presença. Além disso, sentia-me envergonhado, porque tinha pensado demasiado em ti. Algo me impele a travar conhecimento com uma outra mulher qualquer para a enganar de maneira sedutora, para lhe prestar todas as atenções, atenções a que só tu tens direito. Não é verdade que me roubaste toda a minha alegria, que me qualificaste de criança insegura? O amor faz de nós crianças; será que eu devo permitir que me inflijam tal empobrecimento? Foi por, na tua preseça, me ter tornado assim um pobrezinho que já não pude dispor-me a voltar para ti e que usei de todas as minhas forças para reencontrar o caminho que conduz a mim mesmo. A pouco e pouco, fui deixando de saber chorar com saudades tuas. Esquecer-te, isso não poderei nunca, mas tão-pouco me posso forçar a descurar, por tua causa, aquilo que me rodeia. Com o passar do tempo, uma chama como esta tornar-se-ia monótona. Terei eu o direito de permitir a um único sentimento que faça o meu espírito mergulhar nas trevas, de lhe permitir que conceda à felicidade o poder de me tornar infeliz? Tenho o dever de velar por que as minhas faculdades se mantenham vivas. Por causa do amor que nutro por ti não vou descurar o dever que todo o homem tem de procurar honrar o seu semelhante, proporcionando-lhe a visão de algo a que ele possa dizer sim. À visão de alguém que se sente desgraçado pela derrocada de um sentimento afectivo o mundo diz não, e eu não sou homem para não me sentir magoado, se vir alguém tratar-me com comiseração. Amo-te e tu és minha e, porque és minha, não sinto necessidade de voltar a ver-te. Para quê pormo-nos em movimento para apanharmos aquilo que já nos pertence? Cumulaste-me de tudo à saciedade e para sempre, deste-me em demasia, deixaste que eu te tomasse demais para que eu agora necessite que me dês ainda qualquer coisa mais. Quem iria querer que lhe continuassem a verter líquido num recepiente que já está cheio até à borda? Numa palavra, acho-te demasiado bela para seres desejada e coloquei-te demasiado alto para que possas continuar a satisfazer-me. Não gosto de me dar com quem habita as alturas e não quero desempenhar um papel de que tu não poderias deixar de fazer mau uso. Alguma vez te considerei inteligente? De maneira nenhuma! Tão-pouco me aproveitei de ti e, se alguma vez te veio à mente sorrir da humildade da minha atitude, terás decerto ficado já também surpreendida comigo, o que eu estou quase disposto a permitir-te, porque, a par de todo o prazer que sinto em me dedicar aos outros, há sempre em mim o vivo desejo de que sintam consideração por mim. Este desejo será talvez demasiado evidente, mas, tendo sido dotado com ele, não posso deixar de o ter em linha de conta. E depois há qualquer coisa em mim que me faz sentir feliz, quando desdenho da felicidade. O meu desdém por ti, minha bela, leva-me a pôr as mãos em prece para pedir perdão a Deus mas, ainda que esteja morto de saudades tuas, não me agrada nada a ideia de me sentir dependente de ti. Não posso confiar em ninguém senão em mim próprio, porque só eu sei o caminho que devo trilhar e, portanto, tenho de ser fiel a mim próprio.

Robert Walser, in "A Rosa" relógio d'água, 2004

quinta-feira, 7 de maio de 2009

…I have this strange feeling that I’m not myself anymore. It’s hard to put into words, but I guess it’s like I was fast asleep, and someone came, disassembled me, and hurriedly put me back together again. That sort of feeling.
— Haruki Murakami

terça-feira, 5 de maio de 2009

.
Narrated by a quartet of voices, White is for Witching is electrifying in its expression of myth and memory, loss and magic, fear and love.

Bill Nichols, Maya Deren
google books
Maya Deren(April 29, 1917 – October 13, 1961)
Video

segunda-feira, 30 de março de 2009


“Here’s what I think, Mr. Wind-Up Bird,” said May Kasahara. “Everybody’s born with some different thing at the core of their existence. And that thing, whatever it is, becomes like a heat source that runs each person from the inside. I have one too, of course. Like everybody else. But sometimes it gets out of hand. It swells or shrinks inside me, and it shakes me up. What I’d really like to do is find a way to communicate that feeling to another person. But I can’t seem to do it. They just don’t get it. Of course, the problem could be that I’m not explaining it very well, but I think it’s because they’re not listening very well. They pretend to be listening, but they’re not, really. So I get worked up sometimes, and I do some crazy things.”
Haruki Murakami

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Capuchino Vermelho





























texto e ilustrações de Kana Yamada

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

"Once upon a time"

A gift
to remember
in
short time
a
short storie



































































































terça-feira, 28 de outubro de 2008

recomenda-se


Paris, anos 30. Hugo Cabret vive clandestinamente numa estação de comboio. Esgueirando-se por passagens secretas, Hugo cuida da manutenção dos gigantescos relógios da estação. Ele tem de se manter invisível porque guarda um incrível segredo. Descoberto pelo severo dono da loja de brinquedos e pela sua curiosa afilhada, todos os seus planos correm perigo... Um valioso caderno, uma chave roubada, uma mensagem cifrada e um passado esquecido estão no centro desta misteriosa aventura.

A Invenção de Hugo Cabret oferece uma diferente e emocionante experiência de leitura. O autor, Brian Selznick, compôs a trama com textos e ilustrações que desenvolvem a história como se tratasse do storyboard de um filme. A interacção entre realidade e ficção é outro dos pontos fortes do livro, que o torna uma fonte de conhecimento. A obra recria uma época-chave da história da humanidade: a industrialização europeia, o auge dos caminhos de ferro, o mecanismo (aplicado às artes, à mágia, à relojoaria) e o surgimento do cinema.


Considerada uma obra-prima pela crítica mundial, a edição norte-americana, publicada em Março de 2007 pela Scholastic – editora do Harry Potter nos Estados Unidos –, vendeu 300 mil exemplares em três meses. O sucesso não se ficou por aí. Atraídos pela singularidade da obra, os estúdios Warner Bros. compraram os direitos para a sua adaptação ao cinema e encontram-se já a negociar com o realizador Martin Scorsese.




segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Efeméride


.. uma prenda muito especial! Obrigado B.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Director Tran Anh Hung to Adapt Murakami's Norwegian Wood

French-Vietnamese director Tran Anh Hung will be directing an adaptation of Murakami Haruki's famed novel Norwegian Wood, in Japan with a Japanese cast (TBA). Asmik Ace and Fuji TV will co-produce.

* website
Screen Daily

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Claudia Rogge


'When God made the first
clay model of a human
being, he painted the eyes,
the lips, and the sex.
And then He painted in each
person's name lest the person
should ever forget it. If God
approved of His creation, he
breathed the painted clay-model
into life by signing His own name.'


sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

."..and into Usnelli's mind came words and words, thick, woven one into the other, with no space between the lines, until little by little they could no longer be distinguished, it was a tangle from which even the tiniest white spaces were vanishing and only the black remained, the most total black, impenetrable as a scream."
Italo Calvino (1958) The Adventures of a Poet, (in Difficult Loves, p.258)


quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

some books for your Xmas list - about photography

Foto: Modernity in Eastern Europe (Thames and Hudson)Great catalog that set me
on the trail of another dozen artists I didn’t know existed. I will probably feature
this early next year. Very handsome volume with hundreds of illustrations.
Book Available Here (Foto)

Ball Nights 1934-1950 by Jakob Tuggener (SCALO)

Book Available Here (Ball Nights 1934-1950)

Scrapbook by Henri Cartier-Bresson (Steidl)A great study of Bresson. Perfect package.
Books of Nudes (Abrams) Book Available Here (Books of Nudes)

Pirelli Work

Lewis Carroll and Eadweard Muybridge
http://www.cahanbooks.com/

sexta-feira, 30 de novembro de 2007