O meu 1º dia de primavera começou com “Esta noite improvisa-se” e não começou mal!
A destacar dois fantásticos momentos;
- O aparato cénico, a recriar uma procissão siciliana onde o belíssimo trabalho musical da actriz a cantar Verdi.
- E o monólogo de 15 minutos de uma actriz em palco Mommina (Sílvia Filipe) a descrever às filhas o que é o teatro, a explicar-lhes a magia que está para lá daquele pano vermelho de veludo, um possível apelo à vida, acabando por morrer quando já não há mais por dizer:
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MOMMINA Vou agora mostrar-vos, o teatro! Primeiro vou dizer-vos como é. Uma sala, uma sala grande, com muitas filas de camarotes em redor, cinco, seis filas cheias de lindas senhoras elegantes, com plumas, jóias, leques, flores; e senhores de fraque com pérolas no plastron e gravata branca; e muita gente, muita, nas poltronas vermelhas da plateia; um mar de cabeças; e luzes, luzes por todo o lado; um lustre no meio que parece cair do céu e que parece ser todo de diamantes; uma luz que encandeia, que inebria como não podem imaginar; e um rumor, um movimento; as senhoras a conversar com os cavalheiros, a cumprimentarem-se de camarote para camarote, uns sentados na plateia, outros a olhar pelo binóculo... aquele de madrepérola que eu vos dei para verem os campos... aquele... levava-o eu, levava-o a vossa mamã quando ia ao teatro, e olhava ela também, naquele tempo... De repente as luzes apagam-se. Ficam acesas apenas as luzinhas verdes da orquestra que está na frente da plateia por baixo do pano de boca; os músicos já lá estão, tantos, tantos, a afinar os instrumentos; e o pano de boca é uma cortina mas grande e pesada, de veludo vermelho e franjas de ouro, uma magnificência; quando se abre... o maestro já entrou com a batuta para dirigir os músicos... começa a ópera: vê-se o palco que é uma floresta, ou uma praça, ou um palácio; e a tia Totina entra para cantar com os outros enquanto toca a orquestra... É isto o teatro... Mas antes, antes era eu quem tinha a voz mais bonita...
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Um texto difícil que poderia ser uma grande chatice - já o vi assim aqui e ali, mas que nesta encenação tem uma força e uma boa disposição contagiantes. Nota-se que os actores se divertem. Isso salta para fora do palco e é tão bom. Até um falso intervalo tem...
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A ver no: Teatro Nacional D. Maria II
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(gracias Pepito pela improvisação)
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segunda-feira, 23 de março de 2009
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
SUBLIME
Ontem no CCB


O regresso de Lepage (A Trilogia dos Dragões, em parceria com a sua companhia) ao antigo Jardim Zen da sua peça seminal, surgere a sua forma peculiar de conceber uma peça sobre a memória e a transmissão, um momento para nos dar prazer. Remexe, então, as pedras, para que a magia que se desprende da folhagem, com o perfume do Oriente e do Ocidente, irrompa arrebatadamente.
UMA VALSA NUM BERÇO
Esta fabulosa saga tem a estrutura de uma valsa a três tempos, assinalando a Primavera, o Outono e o Inverno.
No primeiro tempo, uma valsa de Inocência, de premonições e de destinos em declínio.
No segundo tempo, uma valsa de guerra, de viagens e de progresso.
No terceiro tempo, uma valsa de morte e de renascimento.
Esta longa dança migratória viaja entre a Ásia e o Ocidente até as portas do Oriente, levando-nos através de três bairros chineses: Quebeque, Toronto e Vancôver, passando por Hong Kong, Inglaterra, Tóquio, Hiroxima e a China maoísta, perseguindo na trajectória do cometa Halley, os percursos de vida projectados na História universal, entre 1910 e 1985.
A MAGIA DO IMPALPÁVEL
No palco de A Trilogia dos Dragões, o movimento é ciclico, marcado por uma dinâmica ternária, quebrando a lógica da oposição binária entre o mito e a realidade, o corpo e o espirito, a intuição e a razão, a interioridade e a exterioridade, o sublime e o trivial, o trágico e o cómico, A obra materializa-se através dos impulsos, de sensações sugestivas, de condensações temáticas e metafóricas. A dança, o gesto, a palavra, os objectos e a acção formam um corpus, estimulam esta conspiração poética de falas, de linguagens, de códigos, de referências e de citações, de respirações intimas daqueles seres que habitam, vivem e morrem nos corpos dos actores.
Partituras dançadas, reunindo a acção através de movimentos de tai chi e passos de tango.
Personagens e actores que recriam o mundo num retângulo de areia organizado pela luz, pela música, por coreografias, por imagens projectadas num ecrã de publicidade envolvido num ambiente cinematográfico, com muitas imagens e textos poéticos à mistura.
O fumo do ópio, o tai chi os cantos maoístas a musica de Kurt Weill (Youkali) e o momento alto da peça; a musica que finalizou a (I parte - le dragon rouge) que me arrepiou, fizeram desta peça de seis horas (Curta).
applausu applausu applausu
UMA VALSA NUM BERÇO
Esta fabulosa saga tem a estrutura de uma valsa a três tempos, assinalando a Primavera, o Outono e o Inverno.
No primeiro tempo, uma valsa de Inocência, de premonições e de destinos em declínio.
No segundo tempo, uma valsa de guerra, de viagens e de progresso.
No terceiro tempo, uma valsa de morte e de renascimento.
Esta longa dança migratória viaja entre a Ásia e o Ocidente até as portas do Oriente, levando-nos através de três bairros chineses: Quebeque, Toronto e Vancôver, passando por Hong Kong, Inglaterra, Tóquio, Hiroxima e a China maoísta, perseguindo na trajectória do cometa Halley, os percursos de vida projectados na História universal, entre 1910 e 1985.
A MAGIA DO IMPALPÁVEL
No palco de A Trilogia dos Dragões, o movimento é ciclico, marcado por uma dinâmica ternária, quebrando a lógica da oposição binária entre o mito e a realidade, o corpo e o espirito, a intuição e a razão, a interioridade e a exterioridade, o sublime e o trivial, o trágico e o cómico, A obra materializa-se através dos impulsos, de sensações sugestivas, de condensações temáticas e metafóricas. A dança, o gesto, a palavra, os objectos e a acção formam um corpus, estimulam esta conspiração poética de falas, de linguagens, de códigos, de referências e de citações, de respirações intimas daqueles seres que habitam, vivem e morrem nos corpos dos actores.
Partituras dançadas, reunindo a acção através de movimentos de tai chi e passos de tango.
Personagens e actores que recriam o mundo num retângulo de areia organizado pela luz, pela música, por coreografias, por imagens projectadas num ecrã de publicidade envolvido num ambiente cinematográfico, com muitas imagens e textos poéticos à mistura.
O fumo do ópio, o tai chi os cantos maoístas a musica de Kurt Weill (Youkali) e o momento alto da peça; a musica que finalizou a (I parte - le dragon rouge) que me arrepiou, fizeram desta peça de seis horas (Curta).
applausu applausu applausu
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quarta-feira, 26 de setembro de 2007
Une comédie très amusante, où elles se trouvent les plus belles pensées sur la science de l'amour, hier chez D. Maria II (Theatre Nationale)

LOVE'S LABOUR'S LOST
Contents :
. DRAMATIS PERSONAE
. Scene
. Act I
- Scene I The king of Navarre's park.
- Scene II The same.
. Act II
- Scene I The same.
. Act III
- Scene I The same.
. Act IV
- Scene I The same.
- Scene II The same.
- Scene III The same.
. Act V
- Scene I The same.
- Scene II The same.
Sala Garrett
20 de Set a 28 de Out 2007
de William Shakespeare
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