terça-feira, 18 de janeiro de 2011
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Nevoeiro
"..Me fascinaban las enormes distancias que podía alcanzar el ojo en cualquier dirección. El vacío, ese vacío inmenso y estremecedor intensificado aún más por la esporádica y solitaria presencia de alguna encina. Tenía la sensación que estos espacios encerraban y dejaban intuir unos misterios insondables, algo difícilmente explicable con palabras y estrechamente relacionado con el espíritu."
Maurizio Lanzillotta
Anochecer
Em uma das sequências mais belas do Amarcord (Federico Fellini, 1973), o avozinho sai cedo de casa e fica estupefacto ao ver o nevoeiro que havia invadido a vila. No seu monólogo, o velho diz :
Como é belo! ... Não se vê absolutamente nada... vou ser guiado pela muro. Desde o ano 22 que não se via uma névoa assim ... Onde eu estou? Parece que não estou em nenhum lugar... Se a morte é assim ... não é muito agradável ... tudo se foi .... As pessoas, as árvores, os pássaros do céu, o vinho ... Que merda!
O Avô de Amarcord, desorientado, enfrenta o nevoeiro como prenúncio da morte, mas quando, logo após o seu neto tomar o caminho da escola, o nevoeiro para a criança se torna algo bastante diferente: o terreno ideal para a fantasia, uma atmosfera propicia para a inserção de uma situação nos filmes de Fellini que é de grande importância; a epifania. é esta a ligação com os quadros de ;
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Train of Thought
é uma jóia animada em forma de vídeo que,
parece mentira mas não são usados qualquer tipo de gráficos computorizados.
Só papel e talento.
é provável que fale de ti para descobrir onde é que ainda gosto de mim. no fundo, tu não existes, ou já não existes dentro de mim, fazes parte do meu falhanço. surge o risco de enlouquecer sozinho. mas, se me estiveres a ouvir, ajuda-me a caminhar na tua direcção. não me dês espelhos, não me enganes mais, não demores a chamar-me.
Al Berto
terça-feira, 20 de abril de 2010
NOS DIAS TRISTES NÃO SE FALA DE AVES

Nos dias tristes não se fala de aves.
Liga-se aos amigos e eles não estão
e depois pede-se lume na rua
como quem pede um coração
novinho em folha.
Nos dias tristes é Inverno
e anda-se ao frio de cigarro na mão
a queimar o vento e diz-se
- bom dia!
às pessoas que passam
depois de já terem passado
e de não termos reparado nisso.
Nos dias tristes fala-se sozinho
e há sempre uma ave que pousa
no cimo das coisas
em vez de nos pousar no coração
e não fala connosco.
(Filipa Leal, in "A Cidade Líquida e Outras Texturas"/ Deriva Editores)
quinta-feira, 8 de abril de 2010
segunda-feira, 5 de abril de 2010
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